A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 16/05/2020
No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a lei Áurea, que formalmente, acabou com a escravidão no Brasil, entretanto, a exploração trabalhista que existia naquela época ainda se faz presente nos dias de hoje, mas, de formas diferentes, já que em nossa sociedade capitalista o lucro é colocado acima de tudo.
Segundo Karl Marx, o trabalho é a atividade sobre a qual o ser humano emprega sua força de vontade para produzir os meios para o seu sustento, tornando assim, o trabalho como fonte de sobrevivência. Isso pode vir a fazer com que o trabalhador dê mais prioridade ao seu emprego do que a sua saúde física e mental, dessa forma, sendo levado a realizar pequenos ‘‘sacrifícios’’ pelo seu emprego, como por exemplo, realizar tarefas do trabalho fora do expediente e não ser corretamente remunerado ou reconhecido por tal ato. Tudo isso, se deve ao fato de querer se mostrar um bom profissional.
Ao final do ano de 2020, a taxa média de desemprego no Brasil, deve chegar a 17,8%, de acordo com uma matéria feita pelo G1, no dia 24/04. Esse percentual, torna o mercado de trabalho mais concorrido e os empregos mais instáveis, já que existem diversas outras pessoas, no mercado, buscando vagas e podendo substituir quem já está empregado. Por conta disso, muitos empregados se submetem a exploração, por necessidade e medo constante de serem substituídos. Toda essa situação, gera uma enorme pressão psicológica nos trabalhadores, podendo ser a causadora do desenvolvimento de alguns transtornos mentais em alguns deles, como por exemplo, ansiedade e depressão.
O Ministério do trabalho deveria intervir por esses empregados, fiscalizando as empresas, para que garantam a eles os direitos que deveriam ter, como, a remuneração e a carga horária correta. As empresas deveriam proporcionar aos seus empregados consulta com psicólogos, para que esses trabalhadores mantenham a integridade de sua saúde mental.