A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 16/05/2020
“O trabalho dignifica o homem”
A origem da palavra trabalho relaciona-se com negócio que significa negar o ócio, o termo foi utilizado pelos Romanos e Gregos em uma visão pejorativa. Porém, com a ascensão da burguesia e a transferência do sistema econômico ocorre a sua valorização e a dignidade do homem por ela como ideologia. Mas, nem sempre o trabalho dignifica o homem, na contemporaneidade sua exploração é acentuada e desumana à alguns setores sociais por causa da desigualdade social e a flexibilização do trabalho.
Em primeira abordagem, é válido ressaltar que a Constituição Federal de 1998 tem como base o bem-estar social, a fim de romper com as desigualdades sociais. Seria lógico pensar,portanto, que sendo essa a lei fundamental e suprema do país seus preceitos seriam validados na sociedade. Entretanto, é conceituada pelos detentores econômicos, como antiquada diante do capitalismo produtivo, a qual almeja o aumento da lucratividade. Nesse contexto, há a exploração trabalhista na sociedade moderna perante as intensas flexibilização do trabalho. Assim, o proletariado, cercado de altas taxas de desemprego e visto como substituível pelos monopólios não possui outra escolha que não seja sucumbir-se ao sistema exploratório.
Além disso, a falta de medidas públicas de inclusão de minorias, para o combate, por exemplo, do racismo e desigualdade de gênero são fatores utilizados na sociedade moderna como oportunidade de exploração trabalhista. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística os negros e as mulheres possuem 57% e 73,6%, respectivamente, de valor do trabalho do homem branco. Dessa forma esses dados tornam inquestionáveis a desvalorização do trabalho de minorias, por meio da exploração salarial, devido ao preconceito estrutural da sociedade brasileira.
Entende-se, portanto, que existe na sociedade moderna a exploração trabalhista, pela desigualdade social e flexibilização. Para sanar esta é necessário que o Estado maior reivindique a atuação da Constituição Federal na prática social, com o intuito de garantir os direitos dos cidadãos. O Governo deve continuar com leis que promovam porcentagens mínimas de trabalhadores em relação à máquinas em empresas privadas, com o objetivo de diminuir o desemprego e a “coisificação” do trabalhador. Os Ministérios Públicos precisam acatar projetos que almejam diminuir desigualdades sociais por meio da inclusão social e, consequentemente, com o rompimento de paradigmas sociais e com representatividade de minorias, a fim de acabar com a exploração trabalhista por preconceitos.