A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 19/05/2020
Ao analisar o tema sobre o trabalho, é notório que, a escravidão foi um assunto importante que durante 358 anos foi a força de produção do Brasil, implantada no país em 1530 existiam os “escravos de ganho” que eram obrigados a trabalharem no ramo comercial e prestação de serviços. Atualmente, século XXI, não foi notado tamanha mudança social, o trabalho escravo hoje é conhecido como “exploração” e as condições degradantes de trabalho, privando a liberdade e violando os Direitos Humanos configuram esse revés, que ainda persiste na atualidade.
Segundo o sociólogo Sérgio Buarque, a desumanização dos trabalhadores é proveniente da maior importância em quanto dinheiro irá entrar e não a qualidade de vida dos operários, transformando-os em apenas números. Desse modo, muitos trabalhadores ainda se encontram em situação de escravidão no Brasil. No trabalho doméstico, na mineração, na agropecuária, nas construções, entre outros. Outrossim, são expostas ao trabalho forçado, jornada exaustiva e condições degradantes, se o trabalhador é forçado a trabalhar em longas jornadas não remuneradas em condições precárias incluindo violência, é considerado uma exploração. No qual pode colocar em risco a saúde dos indivíduos, acarretando doenças como a ansiedade, doenças cardiovasculares e depressão.
De acordo com Organização Internacional do Trabalho (OIT), trabalho escravo é “aquele de caráter degradante, realizado sob ameaça ou coerção e que envolve o cerceamento de liberdade” como também, pela Organização existem, em média 20,9 milhões de pessoas escravizadas no Brasil. Em 2011, a Previdência Social concedeu mais de 15 mil aposentadorias por trabalhadores vítimas de adoecimento mental e auxílios doença concedidos por causa de quadros depressivos que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 esse revés será o motivo que mais afastará trabalhadores.
Logo, ações são necessárias para amenizar a problemática. Cabe ao Governo em parceria com os poderes Jurídico, Legislativo e Executivo fortalecerem fiscalizações em empresas privadas, para que verifiquem o tipo de trabalho que está sendo sendo exercido, aprimorando as leis e os direitos dos trabalhadores, punindo os empregadores que pratiquem e coordenem atividades escravistas, com multas pagas para o Governo e o empregado. Ademais, o Ministério da Saúde deve contratar médicos que ofertem tratamento psicológico a pessoas que passaram por situações desconfortáveis no ambiente de trabalho; a Secretaria de comunicação social em conjunto com a mídia, poderiam abordar temas nas redes de televisão e internet com o intuito de levar informações a sociedade e estimular autopreservação e a denúncia. Portanto, tais medidas seriam eficientes para combater esse impasse.