A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/06/2020
“O descontentamento é o primeiro passo para a evolução do homem”. A máxima expressa por Oscar Wilde faz alusão ao fato de que, a partir do momento em que o homem se encontra insatisfeito com a alta jornada de trabalho para que empresas obtenham lucro em cima disso, irá alterar sua postura em prol de que haja prioridade saúde emocional do trabalhador para lidar com a carga de horário elevada. Diante disso, cabe analisar o porquê da exploração trabalhista na sociedade moderna, bem como propor medidas que visem a construção de um mundo melhor.
É imprescindível ressaltar, de início, que as elevadas jornadas de trabalho estão cada vez mais presentes na vida do trabalhador. Isso se dá porque mesmo no século XXI, as normas trabalhistas ainda não são bem aplicadas. Dessa forma, os empregadores acabam abusando das funções dos funcionários fazendo com que estes dediquem-se mais do que o necessário. Prova disso é que, um levantamento sobre as jornadas de trabalho do mundo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontou que dos 40 países analisados, 11% das pessoas trabalham 50 horas ou mais por semana, o que comprova que, mesmo com as leis trabalhistas, ainda há empregadores que cobram mais os seus funcionários.
Torna-se fundamental entender, também, falta da priorização da saúde física e emocional é reflexo da exploração trabalhista. Tal fato acontece na medida em que se percebe que os patrões colocam em primeiro lugar o trabalho e em segundo a saúde. Assim, de acordo com O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) principais razões para o trabalhador se afastar das suas funções, são dores nas costas, no pescoço e gripes, concluindo então, que o excesso de trabalho causa mudanças no bem-estar do profissional.
Portanto, a elevada carga horária que os patrões exigem trabalhadores ainda é um problema que traz não só cansaço físico, como psicológico. Assim, é importante que o governo crie um projeto de fiscalização das leis trabalhistas para que os empregadores cumpram com os direitos humanos. E, por fim, que o poder legislativo faça um projeto de lei em que os trabalhadores tenham o acompanhamento psicológico necessário para lidar com as pressões no ambiente de trabalho.