A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/05/2020

No filme “Temos Modernos” de 1936, o cineastra Charles Chaplin denuncia a rotina exaustiva do operariado derivada da exploração trabalhista que eclodiu durante o século XX. Dessa forma, analogicamente ao corpo social moderno, observa-se a perpetuação da exploração, principalmente com as pessoas de baixa escolaridade e sem oportunidades de trabalhar e sustentar suas famílias. Sob essa ótica, nota-se a desvalorização do trabalho honesto e a violação aos direitos humanos pelos empregadores.

Nesse sentido, a música “Construção” do cantor Chico Buarque é marcada por uma comparação entre o homem e a máquina, o primeiro sendo explorado durante toda a vida, para no final, morrer “atrapalhando” o fluxo do sistema capitalista. Logo, justamente pela falta de escolaridade e informação de trabalhadores do ramo têxtil e agrícola, ocorre a imposição de condições precárias, desvalorizando o trabalho a ser realizado.

Outrossim, de acordo com a Teoria da Exploração do filósofo Karl Marx, os lucros são uma dedução injusta daquilo que deveria ser, por direito, o salário dos empregados. Contudo, pelo desconhecimento dos direitos humanos e trabalhistas, esses “escravos modernos” são explorados por uma classe dominante e privilegiada no capitalismo.

Portanto, o Ministério do Trabalho deve aprimorar as leis trabalhistas com mais fiscalizações sobre o ambiente e as jornadas de trabalho oferecidas pelas empresas têxteis e nas zonas rurais, por meio de cadastros de monitoramento on-line pelo órgão público responsável. Ademais, a Fundação Estudar e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) devem criar programas de integração educacional gratuitos às comunidades carentes, por meio de campanhas com engajamento que oportunize a sociedade. Como efeito social, as futuras gerações de trabalhadores honestos não irão sofrer com as violações trabalhistas derivadas das explorações desumanas empregadas pelo capitalismo.