A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/05/2020

Desde a Revolução Industrial, as relações de trabalho estão em constantes modificações e tendem ao aprimoramento e desenvolvimento da sociedade. Entretanto, no Brasil contemporâneo, a exploração trabalhista ainda é analisada como habitual e presente. Isso se deve, sobretudo, às crises e dificuldades no mercado de trabalho e a falta de medidas de fiscalização. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Nesse contexto, a realidade social de desemprego e ausência de oportunidades favorecem a exploração. Como no livro Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto, no qual o protagonista é submetido à miséria na tentativa de estabilização econômica, muitos trabalhadores se encontram nas mesmas condições - sem expectativas. São obrigados, de tal maneira, a buscar qualquer tipo de emprego. Assim, as relações de direitos no trabalho nem sempre são levadas em consideração.

Por consequência dessa realidade, a legalização de proteção ao trabalhador não consegue intervir em diversos casos. Mesmo com a Legislação Geral do Trabalho em árdua atuação e aprimoramento na sociedade brasileira, de acordo ao IBGE, no ano de 2020, são mais de 40% da mão de obra ocupados em relações informais do permitido pela Constituição. Como resultado, grande parcela daqueles que possuem um emprego, não adquirem as normas estabelecidas. Logo, pode haver o aumento da exploração trabalhista.

Em suma dos argumentos apresentados, é refletida a necessidade de conter o errôneo trato entre funcionários e contratadores. Cabe aos Ministérios da Economia e da Justiça e Segurança Pública promover medidas para a maior legalização das relações de trabalho, aumentando a fiscalização, através de ações midiáticas e campanhas de mobilização, as quais atingem o maior número de pessoas. Com o intuito de diminuir as explorações trabalhistas que interferem no desenvolvimento do Brasil.