A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/05/2020

No ano de 1936, foi lançada a obra cinematográfica intitulada “Tempos modernos”, de Charlie Chaplin, onde acompanhamos a historia de Carlitos. Este, por sua vez, trabalha em uma fábrica onde as condições de trabalhos são desumanas e extremamente exaustivas, o que o leva a ter um ataque de nervos.  Apesar da obra ter sido lançada no século passado, ainda se faz atemporal, tendo em vista a exploração encontrada na relação de trabalho moderna, com jornadas de trabalho esgotantes que consequentemente afeta a saúde de milhares de proletariados.

Primeiramente é importante destacar que a exploração na relação de trabalho visando o lucro é extremamento comum na sociedade moderna. Nesse sentido, segundo o sociólogo brasileiro Sérgio Buarque, a desumanização do trabalhador é proveniente da priorização do acúmulo de capital acima da qualidade de vida dos operários, transformando-os em meros números. Visando esse proposito, é exigido dos trabalhadores intensa produtividade, ultrapassando até as 8 horas de trabalho estabelecidas na legislação, o que os leva a um estado de frequente exaustão psicológica e física. E, tudo isso é enfrentado pelos mesmo com a pretensão de se manter no emprego, posto que no mercado de trabalho sempre terão outros esperando por sua vaga.

Por conseguinte, a saúde desses assalariados sofrem com os sérios danos. Da mesma forma que, nós assistimos Carlitos sofrer com os resulto da exploração em seu trabalho, na obra cinematográfica; assim sofrem esses trabalhadores na sociedade moderna. Nesse âmbito, previdência pública registrou, no ano de 2016, setenta e cinco mil pessoas afastadas do trabalho devido a doença proporcionadas por esse cenário exploratório e abismoso, tais como: ansiedade, doenças cardiovasculares e depressão. E, futuramente, segundo a organização mundial da saúde, até 2020 essa enfermidade será o motivo que mais incapacitará trabalhadores no mundo ou até levado-os ou suicídio.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o governo federal através do Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, programas de assistência psicológica para trabalhadores que sofreram com as consequências da exploração trabalhista na atual sociedade, com a finalidade de amenizar os danos psicológicos criados por cenário. Tal iniciativa não vira desacompanha, o Ministério do Trabalho deve aprimorar as leis trabalhistas e aumentar a fiscalização nas empresas, de forma a elabora e executar punições para os ambientes de tralhado que exigem mais do que às oito horas de trabalho estabelecidas na legislação, logo apenas dessa forma conseguiremos acabar com esse mal. Pois, como disse o filosofo estadunidense Ralph Waldo Emerson" a maior riqueza é a saúde "