A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/05/2020
O período que sucede a Revolução Industrial tornou-se na história, um marco da precariedade das condições de trabalho, entre estas, jornadas de trabalho que chegavam a ultrapassar 16 horas. Ao decorrer da história é narrada a luta de milhares de trabalhadores em busca dos direitos que lhes proporcionassem um ambiente de trabalho mais seguro. Hoje em nosso país, esses direitos estão garantidos em lei pela CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), que garante entre esses direitos, uma jornada máxima de 8 horas diárias, entretanto, essa não é a realidade que vive grande parcela dos trabalhadores.
No Brasil a consolidação das leis trabalhistas se deu em 1943, e desde então, ela vem sendo aplicada em todo âmbito empregatício, afim de regulamentar a relação empregador-empregado. A implementação destas leis ao longo dos anos trouxe diversos benefícios, como férias, licença maternidade, e outros. Porém, a falta de fiscalização por parte do governo ao cumprimento dessas leis têm acarretado grandes consequências aos trabalhadores.
A sociedade moderna é bem ciente que o mercado gira em torno do capital, quanto maior a lucratividade melhor, portanto, ao reduzir jornadas de trabalho, isso é traduzido em: mão-de-obra por um tempo menor, consequentemente, gerando ganhos igualmente menores. Deste modo, em busca da compensação dessa perda, as empresas utilizam-se do medo ao desemprego que ronda grande parte dos trabalhadores e da ineficiência de fiscalização governamental, para ignorar diversos direitos de seus funcionários. São férias que se acumulam, horas extras não pagas, desvios severos de função, e, infelizmente a lista não para por aí.
Exposto isto, percebe-se que mesmo após grande conquistas angariadas desde a Revolução Industrial, ainda há caminhos a percorrer. Faz-se necessário que o governo fiscalize de perto as empresas, encaminhando fiscais periodicamente para entrevistar os funcionários, afim de liquidar a exploração trabalhista a qual são expostos diariamente. Assim, far-se-á valer a lei e a luta dos milhares de trabalhadores que conquistaram esse direito.