A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 26/05/2020

No filme “Modern Times”, Charlie Chaplin retrata a rotina exaustiva e enlouquecedora de um operário em uma linha de montagem. Analogamente, na sociedade moderna a exploração trabalhista continua sendo uma infeliz realidade para muitos, tendo como principal causa a desigualdade social, e como consequência, a vinculação de trabalhadores em empresas nas quais passam a serem negligenciados. O que leva a exploração trabalhista um assunto a ser discutido.

Tal conjuntura se deve ao fato de que, o mercado de trabalho está exigindo cada vez mais mão de obra especializada, ou seja, pessoas com formação profissional. Uma vez que, de acordo com o IBGE, em 2018 no Brasil, 52% das pessoas com vinte e cinco anos ou mais sequer concluíram o ensino médio, ficando assim, prejudicados. Sendo forçados a procurarem empregos alternativos nos quais em alguns casos passam a ser explorados.

Em consequência, no Brasil, com a taxa de desemprego superior a 11% como consta o IBGE, cada vez mais pessoas estão buscando subempregos como entregadores em aplicativos de comida. Onde trabalham de segunda a domingo sem contrato e com jornadas que podem chegar a mais de vinte e quatro horas seguidas, se arriscando sem garantias ou proteções legais, e muitas vezes por menos de um salário mínimo. Sendo a principal justificativa de entrada nesse meio o desemprego causado pela desigualdade social no país, fazendo com que sejam explorados por grandes empresas que prezam pelos lucros, e não por leis trabalhistas e medidas de segurança que protegerão seus funcionários.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério do Trabalho, deve propor que aplicativos que contratem trabalhadores informais sejam fiscalizados e monitorados, por meio de um projeto entregue a Câmara dos Deputados. Tais fiscalizações devem ocorrer para que se assegure o direito e a integridade dos funcionários e servirá como medida de proteção para que fiquem sempre amparados perante a lei. Cabe também a esse agente, propor projetos que visem ajudar pessoas com formação educacional incompleta a conseguirem empregos justos, em empresas que garantam seus direitos e integridade, com o objetivo de que cada vez menos pessoas precisem recorrer a subempregos. Espera-se com essas ações que a exploração trabalhista na sociedade moderna e a desigualdade social sejam sanadas.