A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 30/05/2020
“O trabalhador converte-se numa mercadoria tanto mais barata quanto mais mercadoria produz”. A afirmação de Karl Marx, sociólogo que se dedica à pesquisa das relações do trabalho, faz analogia à sociedade moderna, a qual vem sendo vítima da exploração trabalhista. No Brasil, isso se evidencia não só pela triste realidade que muitos vivenciam, mas também pelo ausência de garantias trabalhistas em muitas empresas.
De acordo com Marshall McLuhan, célebre filósofo do séc. XX, o homem cria a ciência e esta recria o homem. De forma análoga, no Brasil se percebe a influência da tecnologia na dinâmica trabalhista , como o UBER e IFOOD, empresas que se tornaram fonte de renda para muitos brasileiros— atualmente essa realidade tem transformado a sociedade. No entanto, essas companhias, dentre outras, não garantem aos trabalhadores seus direitos, tendo em vista que não há nem mesmo vínculo formal, por conseguinte, o trabalhador é submetido à situações lamentáveis, o que é inadmissível.
Somado a isso, vale lembrar que os valores sociais do trabalho é princípio fundamental da Constituição Federal de 1988. Não obstante, infelizmente, isso não tem sido efetivo no país, porquanto, conforme reportagem da Folha de São Paulo, nos últimos anos o aumento de brasileiros sem experiência que se submetem a trabalhos insalubres, jornadas intermináveis, além de outras atividades contrárias à lei, tem sido exponencial. Dessa forma, urge que os poderes governamentais fiscalize as empresas para que estas assegurem ao trabalhador seus direitos fundamentais.
Portanto, é inaceitável que hodiernamente, em pleno Estado Democrático de Direito, haja exploração trabalhista. Sob esse aspecto, o Judiciário deve impor sanções às empresas que não asseguram aos trabalhadores direitos fundamentais, por meio de multas, paralisação das atividades e fiscalização. Espera-se, com isso, que os brasileiros não sejam explorados, mas ao contrário, que sua mão de obra seja valorizada.