A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/05/2020
Na sociedade contemporânea, cansaço e depressão são duas entre as diversas características do perfil emocional de grande parte dos trabalhadores, muitas das vezes, devido a exploração. No entanto, essa exploração não é percebida como tal. Além disso, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade.
A escravidão no Brasil foi implementada no início do século XVI, força de produção do país, no qual os escravos eram submetidos a trabalhos e condições desumanas, que tinham como único objetivo o lucro, independente das suas condições psicológicas e físicas. Porém, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, trabalho assalariado, entre outros, a exploração ainda está presente. Esse aparece disfarçado em horas extras não pagas, falsa relação familiar entre patrão e empregado, no “quebra-galho” para o chefe, e até mesmo em ameaças.
Outro ponto relevante que deve ser destacado é o descaso com a saúde psicológica do empregado. Não importa se o indivíduo está com problemas particulares, na família, ou problemas financeiros, o importante é ele produzir. Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o maior prejudicado é o elo mais fraco da relação - o trabalhador.
Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim com deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde mental e física do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e cobrança pelos seus direitos.