A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/05/2020

Após a Revolução Industrial, que ocorreu na Inglaterra no século XVII, as relações de trabalho passaram a pautar-se com base no sistema capitalista que visa a geração de lucros. Nessa ótica, a exploração trabalhista na hodierna sociedade brasileira revela grandes problemas como, por exemplo, o baixo no número de mão de obra qualificada e, como consequência, a submissão a péssimos empregos.

Em primeira análise, vale destacar que poucos indivíduos têm preparação e capacitação adequados para os melhores cargos no país. Segundo o levantamento ‘Education at Glance’, elaborado pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 21% dos jovens brasileiros, entre 25 e 34 anos, concluíram o Ensino Superior. Esse estudo apontou, ainda, que essa é a média mais baixa entre os países analisados na América Latina. Nesse ínterim, os melhores cargos, que são os da esfera pública em níveis estadual e federal, são preenchidos pelos cidadãos com nível superior e mais capacitados.

Além disso, é imperioso destacar o pensamento do sociólogo Karl Marx, o qual diz que a força de trabalho do trabalhador é vendida para os donos dos meios de produção. Contudo, em cargos públicos e políticos, tais funcionários conseguem eximir-se de exploração no trabalho e possuem direitos com férias remuneradas, licenças, auxílios e folgas semanais. Em contra partida, a maior parte da população precisa submeter-se a empregos com excessiva carga e baixa remuneração, pois não possuem educação acadêmica. Nessa lógica, por conta da necessidade de capital para sustentar-se, e para sobreviver, muitos jovens veem como opção os empregos com grande carga semanal e poucos direitos e submetem-se a tais serviços. Assim, é inegável que a exploração adquire oportunidade de mão de obra barata devido à grande quantidade de pessoas desqualificadas e disponíveis na sociedade.       Portanto, medidas exequíveis são necessárias para minimizar o imbróglio da exploração trabalhista. Logo, o Ministério da Educação (MEC), por meio das universidades federais, e em parceria com os estados, deverá aumentar o número de vagas nas universidades públicas, com o objetivo de ampliar a quantidade de profissionais com formação superior. Desta forma, estes egressos poderão disputar pelas melhores vagas e oportunidades sem submeter-se a possíveis explorações. Isso será feito, também, por meio da ampliação de vagas no ProUni (Programa Universidade para Todos), que é um programa do governo federal que subsidia bolsas de nível superior em instituições privadas de todo o país. Desse modo, a sociedade brasileira irá se adequar e superar, cada vez mais, ao padrão capitalista vigente desde a Revolução Industrial.