A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/05/2020

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) definiu que o percurso diário de ofício deve ser, no máximo, 8 horas. Entretanto, é sabido que esse fator não é cumprido em todos os ramos trabalhistas. Isso é um meio que pode trazer problemas de saúde aos funcionários. Algumas empresas ou meios de trabalhos em geral, exige muito do empregador sem, ao menos, pensar no bem-estar do mesmo. Sendo assim, os pontos tratados será as consequências da exploração trabalhista, seguido de exemplos de cargos que possuem tal exploração.

Primeiramente, destaca-se que o excesso de expediente pode levar a problemas emocionais, como a síndrome de burnout que se trata de um distúrbio psíquico que pode ocasionar a depressão devido a um estado de esgotamento mental e físico, e, talvez, chegar ao suicídio. Vale mencionar, que no Japão existe um termo chamado “Karoshi” que se refere a morte por excesso de trabalho, que também pode ser chamado de síndrome da morte súbita. Sendo assim, o site “A mente é maravilhosa” publicou uma notícia sobre o tema Karoshi, nele foi relatado o caso de Matsuri Takahashi, uma mulher de 24 anos, que se atirou pela janela de sua casa. Matsuri, publicou um twitter, mencionando que dormia apenas 2 horas por dia e trabalhava 20. Ademais, o site citou: “Na década de 1980, a publicidade japonesa exaltou a abnegação dos empregados com um lema: “Você está pronto para lutar 24 horas por dia?”.” Além dos problemas emocionais há a queda de rendimento, pois, se um ser está cansado ou esgotado é previsto que sua produtividade caia, visto que sua motivação trabalhista tende a cair diante de tanta exigência.

Sendo assim, exemplos de trabalhos que não determinam horas de serviço são o de caminhoneiros e ciclistas de aplicativo. Há aqueles que trabalham cerca de 16 horas por dia ou até mais. Em uma notícia publicada no “Extra Globo” foi enunciado o seguinte: “Um motorista de caminhão que comprovou trabalhar, em média, 16 horas por dia, com intervalo de duas horas para refeições e com direito a folgas após 12 dias de trabalho, vai receber indenização de R$8 mil por danos morais.” Vale destacar que também há empresas que abusam do horário, como foi o caso de Matsuri, ela trabalhava na Dentsu. Assim, afirma-se que turnos maiores limitam os funcionários de seus momentos de lazer, como aproveitar o tempo com a família.

Por fim, poderia haver mais fiscalização nos ambientes de trabalho, com o objetivo de analisar melhor a carga horária realizada pelo funcionários. Além disso, é fundamental que os trabalhadores e até a sociedade em si, demonstrem suas posições em relação aos empregos exercidos, e, se possível, buscar conversar com psicólogos caso sinta necessidade.