A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/05/2020

Em 1947, as tensões políticas entre União Soviética e Estados Unidos ganharam espaço mundial, contracenando um antagonista político-econômico do socialismo e capitalismo, propiciaram diversas lutas no campo econômico, educacional e social, tendo seu fim em 1991, consagrando, assim, o capitalismo como o sistema mais vantajoso a ser adotado. Apesar da vitória, o sistema esconde a verdadeira faceta por trás da luta pelo lucro, que é reflexo nos tempos pós revolução industrial de uma sociedade explorada por seu trabalho em prol do capital. Desse modo, o corpo social enfrenta uma complexa realidade de condições trabalhistas que é contraponto de um sistema econômico que privilegia o lucro em detrimento do bem estar do trabalhador.

Em primeira análise, a educação é um direito previsto pela Constituição Federal de 1988 do Brasil. No entanto, o sistema educacional brasileiro é um grande entrave para com o cidadão quando o objetivo é uma formação para mercado, uma vez que a educação pública não privilegia o preparo para o mundo trabalhista. Sendo assim, a falta de preparo do indivíduo à pedagogia voltada as especializações cobradas no mundo empregatício, o coloca em posição de desprivilegio perante as demais camadas, contribuindo diretamente para aceitarem empregos em condições exploratórias, embasadas no lucro do empregador.

Além disso, a CLT- consolidação das leis trabalhistas- assegura ao trabalhador condições favoráveis de trabalho. Em contraste a lei, a sociedade marginalizada acaba por ser socialmente vulnerável quanto ao cumprimento das normais federais, visto que sem condições educacionais competitivas para um emprego qualificado são sujeitos a carga de horário e condições insalubres de trabalho, chegando a enfrentar turnos diários de mais de 12 horas, contabilizando mais de 44 horas semanais, máxima carga horaria permitida pelas normas trabalhistas. Com isso, torna evidente na sociedade moderna, a vigência da tese da filosofa Hannah Arendt, sendo uma banalização das condições inapropriadas de serviço de uma camada menos favorecida economicamente, em prol de uma sociedade mais privilegiada, sendo essa desfrutadora dos bens e riquezas de cunho exploratório.

Portando, medidas são de extrema necessidade para resolver tamanha problemática. O Ministério da Educação deve criar em campo nacional, cursos preparatórios dentro da grade curricular do Ensino Médio, para contribuir com preparo do cidadão ao mercado de trabalho, o tornando mais preparado para o mercado. Ademais, a Secretaria do Trabalho em comunhão a Polícia Federal, deve instaurar um departamento voltado para a análise de trabalho exploratório e insalubre, colocando em vigência as normas da CLT e multando empresas que negligenciam a lei federal. Com isso, as condições de trabalho tornarão mais competitivas e o indivíduo menos explorado pelo sistema capitalista que visa o lucro.