A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 05/06/2020
Com o advento da Revolução Técnica Científica Informacional, as relações de trabalho sofreram grandes alterações. Com isso, diversas atividades passaram a ser modernizadas, contudo, devido à alta especialização das atuais atividades, há uma segregação trabalhista que prejudica os menos favorecidos. Esse cenário, aliado a um quadro de desemprego, ocasiona o aumento da exploração trabalhista na sociedade moderna e medidas fazem-se necessárias para mudar o cenário.
Primeiramente, é válido ressaltar que a segregação é uma agravante da problemática. Segundo o filósofo Karl Marx, o meio material constrói a realidade em que o indivíduo está inserido. Assim sendo, a segregação trabalhista, ocasionada pelo alto grau de especialização exigido pela globalização, impossibilita que todos tenham condições de especializar-se. Devido à isso, grande parte dos que não possuem tal especialização acabam submetendo-se aos subempregos que, muita das vezes, os exploram de forma demasiada.
Outrossim, a recessão econômica é outro fator que agrava a problemática. De acordo com o filósofo Gyorgy Lukács, observa-se no mundo pós - moderno uma ‘‘coisificação’’ do indivíduo. Assim sendo, o mesmo perde seus referenciais de valor e, com isso, alicerçado numa lógica em que a produtividade é mais importante, nota-se a alta da exploração trabalhista. Prova disso são os dados da pesquisa realizada pela Associação Aliança Bike que, segundo a mesma, 50% dos jovens, entre 18 e 22 anos, trabalham até 12 horas seguidas e recebem menos de um salário mínimo.
Destarte, medidas fazem-se necessárias para mudar esse cenário. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, junto ao Ministério da Justiça, intensificar as fiscalizações para regulamentar os direitos trabalhistas nos empregos com alto índice de exploração. Ademais, cabe ao Congresso criar leis visando dar maior amparo a essa classe trabalhista. Dessa forma, o indivíduo retomará seus valores e deixará de ser tratado como ‘‘coisa’’.