A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 29/05/2020
“Sorria você está sendo filmado”
Historicamente, o uso da força de trabalho sempre foi exigida de forma abusiva pelas classes dominantes, seja por cidadãos gregos, romanos, senhores feudais e posteriormente pela burguesia. Assim, com o passar do tempo, o modo de exploração é modificado, mas o intuito do explorador é o de enriquecer cada vez mais. Desse modo, a exploração trabalhista na sociedade moderna é evidente, a partir das grandes cargas horárias, leis trabalhistas brandas e principalmente pelas relações de poder.
A princípio, o filósofo Michel Foucault, no livro Genealogia do Poder, intitula que as relações de poder, isto é, as forças que rodeiam todas as ações humanas, e inclusive as atividades trabalhistas na modernidade, são realizadas não mais apenas no ambiente fabril ou empresarial, mas sim no próprio cotidiano em outras instituições como escolas e igreja. Isso promove a constante disciplina nos corpos, o que os torna, segundo o autor, dóceis, ou seja, facilmente ensinados a obedecer a orientação vinda desse poder.
Outrossim, após o processo disciplinador dos indivíduos na estrutura produtiva, ocorre a Alienação intitulada pelo sociólogo Karl Marx, em que, a rotina exaustiva e exploratória de trabalho promove o não entendimento, por parte do operário, do motivo e funcionalidade do que foi produzido. Além disso, o detentor dos meios de produção, tem interesse nesse processo e o utiliza como instrumento para acumular riqueza, visto que, o indivíduo que fez o produto e que faz parte dele, não pode tê-lo.
Finalmente, é imperioso que o Ministério do Trabalho munido das Leis Trabalhistas crie campanhas de interação empresas e governo com a presença mensal de um fiscalizador para auxiliar os funcionários, e estimula-los a criar mais autonomia perante os próprios direitos. Esse processo, diminuirá a alienação crescente da sociedade moderna.