A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 01/06/2020
Servidão do Egito Antigo. Colonialismo da Idade Moderna. Escravidão contemporânea. Ao longo da história da humanidade foi possível perceber que sempre houve exploração do trabalho de uma classe por outra com mais poder. As transformações ocorridas na sociedade vieram acompanhadas, também, com mudanças na forma como a força laboral era explorada, até o surgimento das formas modernas. O mundo digital facilitou a rotina do homem moderno, porém, é inegável que ampliaram-se as formas de exploração. Sendo assim, é importante entender os fatores que corroboram com a exploração trabalhista no Brasil.
Primeiramente, faz-se necessário entender que a globalização contribui com o alastramento da exploração. Isso porque, com a Nova Divisão Internacional do Trabalho, os países que já acumulavam poderio financeiro passaram a competir diretamente com países que passaram anos sob um regime imperialista, assim, a injustiça consolidou-se como realidade. Como já foi estudado pelo geógrafo Milton Santos, a globalização apresenta-se como perversidade, por proporcionar, além de facilitar, a permanência das desigualdades ao redor do mundo.
Além disso, o avanço neoliberal no Brasil tem sido responsável pela flexibilização das leis que protegem os trabalhadores brasileiros. Com a Reforma Trabalhista, o patrão tem possibilidade de negociar menores horas de descanso, demissão de comum acordo: os quais impactam diretamente no pagamento que é feito. Logo, o empregado cuja renda depende do emprego está mais vulnerável a aceitar as propostas do empregador e com isso, ter sua mão de obra explorada.
Portanto, nota-se que a globalização e o avanço neoliberal no país contribuem para a maior exploração do trabalhador na sociedade moderna. Desse modo, cabe ao cidadão pressionar o governo a apoiar o trabalhador por meio de leis que protejam os direitos trabalhistas do povo brasileiro com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho justo.