A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 30/05/2020
No filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, é retratada a situação dos operários perante a revolução industrial, na qual eles eram submetidos à uma forma de produção que visava como único objetivo, o lucro. Nesse contexto, a longa-metragem aborda ironicamente, a exploração física e psicológica do empregado. Todavia, até os dias atuais, é fato que muitos trabalhadores continuam sendo vítimas do trabalho exploratório, visto que tal exploração é fruto da desigualdade social e dos altos índices de desemprego.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função da demanda por mão de obra especializada, os indivíduos com maior poder aquisitivo, dedicam mais tempo à especializações, tornando o mercado mais competitivo, consequências da desigualdade social, presente ao longo da história da humanidade. De acordo com o filósofo Karl Marx, a sociedade se baseia na razão da divisão social do trabalho, já que a classe dominante, aquela que mantém poder sobre isso mesmo produção, atua sobre a classe dominada. Sendo assim, os indivíduos com poder aquisitivo inferior, são submetidos ao trabalho exploratório, já que não possuem as especializações impostas e são dominados pelos patrões que priorizam o lucro e ignoram as péssimas condições de trabalho que são exigidas.
Por conseguinte, presencia-se um forte índice de desemprego: ao observar que com advento da globalização e o crescimento das indústrias, as máquinas substituem a mão de obra humana. À luz disso, no livro “Por uma outra globalização” de Milton Santos, retrata-se de como a sociedade sistêmica está relacionada a adesão desenfreada aos comportamentos competitivos que atualmente, caracterizam ações hegemônicas, transformando a globalização em um fator que catalisa o desemprego. Dessa forma, os indivíduos menos favorecidos, não possuem outra alternativa e aceitam empregos exploratórios que proporcionam baixos salários, alta carga horária e péssimas condições de trabalho.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a melhoria das relações trabalhistas, urge que o governo, aliado ao Ministério do Trabalho, invista por meio de verbas, políticas públicas de distribuição de renda, com objetivo de minimizar a desigualdade social e proporcionar o aumento de empregos. Ademais, o Estado deve investir no acesso à cursos de capacitação profissional aos menos favorecidos, com a finalidade de especialização da mão de obra. Além disso, o governo deve multar empresas e empregadores que estejam violando os direitos trabalhistas, promovendo o trabalho exploratório. Somente assim, será possível combater as explorações trabalhistas presentes na sociedade.