A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 31/05/2020
O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir a escravidão. No entanto, na contemporaneidade, notam-se desafios relacionados a exploração trabalhista na sociedade moderna para aumentar o lucro do sistema capitalista. Portanto, visto que a exploração trabalhista na sociedade brasileira tem raízes históricas essa situação impede o acesso democrático as leis trabalhistas, impossibilitando assim, a construção da igualdade social.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o berço da exploração, no Brasil, deu-se durante a fase colonial, tendo os negros como as principais vítimas, de modo que essa situação foi assimilada pela sociedade capitalista e perdura-se no atual cenário. Nesse sentido, o setor trabalhista é caracterizado por grande índice de informalidade, no qual os objetivos dos capitalistas entrelaçam-se as altas cargas horárias dos profissionais, segundo o G1, o trabalho informal representa 41,3% no país, sendo que desses 70% são negros. Dessa forma, essas circunstâncias favorecem a exploração trabalhista.
Em segundo plano, as leis trabalhistas brasileiras não asseguram direitos ao trabalhador independente, de forma que corrobora com as injustiças sofridas pelo mesmo, pois a conjuntura nacional demonstra explorações, vidas precárias e acidentes, de acordo com o Estado de Minas, são 700 mil mortes em acidente de trabalho por ano. No entanto, é competência do Ministério do Trabalho garantir condições ideais para os trabalhadores. Dessarte, é necessário o cumprimento das normas para assegurar os direitos dos empregados.
Infere-se, então, que a exploração trabalhista na sociedade moderna se encontra interligada as raízes históricas do país. Desse modo, é necessário ações Ministério do Trabalho, em parceria com as secretárias estaduais do trabalho, deve promover a instalação de centros especializados para orientar os empregados e empregador na criação de um ambiente positivo de trabalho, para receber denúncias de exploração e para fiscalização de empresas, de maneira a garantir condições ideais para os trabalhadores, e por fim, facilitar o acesso democrático as leis trabalhistas, para que a exploração seja reduzida, por conseguinte, resultar na construção da igualdade social.