A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 01/06/2020

Max Weber, em seus estudos sobre a ética protestante, destaca o trabalho como ação social nobre, de modo a ser considerado elemento fundamental à dignificação do homem. Contudo, a glamourização do trabalho excessivo, surgida no início do capitalismo, evidencia as raízes que constituem-se como base à exploração trabalhista na modernidade. Desse modo, é imperioso destacar tanto a sobreposição do individual em relação ao coletivo, quanto o desemprego como os principais contribuintes à permanência da problemática.

A priori, a obtenção de lucro é essencial à manutenção do sistema produtivo vigente. De acordo com o absolutista Nicolau Maquiavel, o capital é posto como prioridade, de modo a justificar a exploração do trabalhador como meio necessário à aquisição de lucro. Assim, o detentor dos meios produtivos é beneficiado em detrimento da classe trabalhista, que vende seu trabalho por um valor extremamente inferior ao que produz. Logo, urge a busca por métodos a fim de minimizar esse cenário perverso.

Além disso, a redução de empregos leva à “aceitação” de condições insalubres de trabalho. No filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, o trabalho repetitivo e alienante leva ao desenvolvimento de crises nervosas no protagonista. Nesse sentido, há uma linha tênue entre ficção e realidade, ao passo que a oferta empregatícia diminui e o proletário aceita  condições mórbidas de trabalho por ter necessidade do emprego. Em síntese, medidas exequíveis fazem-se imprescindíveis à melhoria do âmbito trabalhista.

Destarte, cabe as secretarias de trabalho de cada estado orientar os patrões e verificar a execução das leis trabalhistas. Para tanto, é fundamental o recrutamento de agentes fiscalizadores que deverão, trimestralmente, acompanhar as condições as quais os trabalhadores estão submetidos, com o fito de fazer com que a legislação seja cumprida. Dessarte, poder-se-á, de modo gradual, dissolver as bases exploratórias presentes desde o surgimento do capitalismo.