A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 02/06/2020

Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas implementou, no Brasil, os primeiros direitos trabalhistas, e devido a isso, o empregado passou a ser menos explorado em comparação ao passado. No entanto, atualmente, apesar da promulgação de outras novas leis visando garantir o bem-estar destes cidadãos, a carga horária de muitas empresas ainda é excessiva. Por consequência, esta problemática acarreta em altas taxas de suicídio e obesidade.

Em primeira instância, é necessário reconhecer que o fato do trabalho ocupar a maior parte do tempo de um indivíduo, ao ponto de seu lazer diário tornar-se comprometido, afeta diretamente sua saúde mental. Segundo o jornal norte-americano BBC, o Japão possui o maior percentual de suicídio no mundo, sendo um dos motivos o trabalho demasiado. Dessa maneira, ao insistir em abusar dos funcionários, por meio de tarefas que demandam da maioria de seu período diário, esta empresa contribui para que esta tragédia japonesa seja reproduzida em território nacional.

Além disso, vale salientar que o sedentarismo também é uma de suas consequências, pois o tempo destinado a prática de exercícios, fundamental para a saúde física, é substituído por trabalho nestes casos de exploração. De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, o ser humano necessita, para manter uma boa qualidade de vida, de uma de atividades físicas por dia. Nesse contexto, é inadmissível que o Brasil, membro pleno da Organização das Nações Unidas, que tem como meta para 2030 a saúde e o bem-estar da população, não apresente políticas eficientes contra esta realidade.

Depreende-se, portanto, que atarefar os trabalhadores com serviços, além de seus limites, é prejudicial para a sociedade moderna. Diante esta perspectiva, o Governo Federal, como responsável pela elaboração das leis, deve impedir que a carga horária do brasileiro seja abusada, por meio de uma lei que obrigue os empresários a reduzirem o tempo de trabalho de seus empregados. Espera-se, com isto, que os cidadãos possam divertirem-se e exercitarem-se, e por conseguinte uma redução considerável nas taxas de suicídio e obesidade.