A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 02/06/2020

Conforme Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida, a população contemporânea convive com constantes incertezas de suas relações no âmbito familiar, escolar e de trabalho. Assim, os indivíduos do século XXI estão sujeitos às instabilidades, como contratos empregatícios curtos e, por conseguinte, dúvidas a respeito de suas rendas no futuro. Somado a isso, de acordo com economistas, a exemplo de Karl Marx, os empregadores capitalistas (normalmente) são marcados pela busca contínua do lucro tangente à falta de preocupação com remunerações justas ao que foi produzido. Diante deste cenário de salários desproporcionais ao que foi desenvolvido por funcionários e ausente estabilidade de emprego, a sociedade contemporânea busca intervenções a fim de diminuir a exploração trabalhista.

Em primeiro plano, Marx concluiu que, em meados do século XIX- com a intenção de entender o funcionamento do modo de produção capitalista, uma das interações fundamentais desse sistema é entre funcionário e empregador. Tal importância dessa relação ocorre porque ela é a principal responsável pela renda de muitas famílias, porém, diante da necessidade do salário e a competição no mercado de trabalho, os empregados encontram-se sujeitos às determinações dos patrões. Além disso, Bauman destacou como as instabilidades sociais provocam contratos de trabalho curtos, logo, a população moderna tende a aceitar ofertas de emprego com salários menores, uma vez que depende de recursos financeiros e não sabe como vai desempenhar suas habilidades no futuro.

Diante desse cenário, consequentemente tem-se uma potencialização da exploração trabalhista na fase moderna do capitalismo. Justifica-se tal afirmação posto que é característica desse modo de produção a falta de proporcionalidade entre o que é produzido e recebido pelos funcionários, mas, diante das incertezas, os trabalhadores tendem a aceitar salários menores. Logo, intervenções, com o objetivo de reduzir as explorações no âmbito trabalhista, são necessárias.

Em síntese, as dificuldades impostas por empregadores aos empregados não são presentes apenas em alguns países, mas sim na maioria dos que estão inseridos no modo de produção capitalista,como mostrou Marx. Portanto, a ONU deve criar um plano de metas para seus membros que envolvam condições ideais de trabalho, exemplo de ações que os Estados devem desenvolver, por meio de sociólogos e especialistas no tema, são: regulação moderna das leis trabalhistas e fiscalização do que foi determinado legalmente. Além disso, órgãos como o Ministério da Economia no Brasil devem, por intermédio de economistas, investir em segmentos que produzam empregos, ação que dá mais possibilidade de remuneração à população. Conforme essas medidas, a exploração trabalhista na sociedade moderna deve diminuir.