A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 14/07/2020

O Fantasma da Revolução

A Primeira Revolução Industrial foi um marco importante para o desenvolvimento de muitos setores da sociedade, assim como, para as relações sociais. Hoje, 260 anos após a Revolução, pode-se observar um grande avanço nas linhas de produção e nas tecnologias empregadas. Entretanto, por motivos como a intensa desigualdade social e as ineficientes leis a exploração trabalhista se perpetuou, de forma mais discreta, mas com danos semelhantes aos trabalhadores.

Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como as desigualdades sociais influenciam na exploração do trabalhador. Nesse sentido, quando uma grande parte da população não possui condições financeiras para um aperfeiçoamento profissional, se torna suscetível ao desemprego, principalmente estrutural, e por consequência ao trabalho informal. Prova disso é a pesquisa realizada pela Associação Aliança Bike, em 2019, a qual mostra que 59% dos entregadores por aplicativo no Brasil escolheram esse trabalho devido ao desemprego, um emprego sem garantias e com salário, muitas vezes, abaixo do mínimo.

Além da desigualdade social, a ineficiência das leis trabalhistas é um agravante sério a essa problemática. Deste modo, é possível inferir que, em uma sociedade que visa somente o lucro e as leis não são devidamente cumpridas há a ocorrência de inúmeros casos relacionados à exploração de trabalhadores. Exemplo disso é o dado da SIT o qual mostra que 1.213 pessoas foram resgatadas de trabalhos análogos à escravidão em 2019, ou seja, para ter mais lucro a vida de 1.213 pessoas estava em risco e sem a mínima integridade.

Nota-se, portanto, que a sociedade moderna vive uma severa crise nas relações trabalhistas. Todavia, medidas podem reverter esse processo. O Ministério da Educação pode promover mais bolsas para cursos técnicos e universidades, com o intuito de amenizar o desemprego estrutural e, por conseguinte, o emprego informal. Ademais, o Ministério da Justiça pode aplicar multas e penalidades mais severas, com o propósito de fazer com que as leis sejam respeitadas. Somente a partir dessas mudanças será possível eliminar o fantasma de 260 anos, a exploração.