A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 08/07/2020

Nos últimos anos, casos como os escândalos de exploração em regimes trabalhistas na China, manifestações contra a reforma trabalhista na França e protestos como o “Fight for 15$” nos EUA, reacendem o debate sobre a exploração exercida no trabalhador, que historicamente vive a sensação de inferioridade frente ao sistema capitalista. Esses abusos cotidianos vêm trazendo à tona a necessidade de se pôr em prática relações mais humanas no trabalho.

A canção “Construção” de Chico Buarque retrata o dia de um operário que morreu durante a execução de seu trabalho, apesar de antiga, a crítica impressa na música se mantém nos dias de hoje. A população, na maioria das vezes, sente falta de uma real reforma, com melhores salários, condições e garantias pro futuro, reafirmando a necessidade da luta contra um sistema que reduz vidas inteiras à mínima função de servir.

É possível atribuir a história de subordinação do trabalho à etimologia do termo trabalho, originária de “Tripalium”, um instrumento de tortura utilizado na Roma do século VI. Com o avanço da sociedade e a forte influência da escravidão na produção, ainda hoje se observa uma sociedade que sente os sistemas do trabalho como algo que lhes é imposto, uma relação desgastante que vem se ruindo com o tempo.       Entretanto, empresas como a gigante da informática Google, tida mundialmente como umas das melhores empresas para se trabalhar, vem ao longo dos anos tentando renovar essa relação com medidas inovadoras no campo empresarial, trazendo melhores condições de trabalho e ambientes propícios para a produtividade. É indispensável uma reforma plural trabalhista que traga aos servidores, de todos os tipos, uma melhor estabilidade no campo econômico e social. Para isso, o governo tem de criar novas regras que garantam uma melhor condição de trabalho com foco no bem estar do trabalhador.