A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 04/06/2020

Nos últimos anos, casos como, manifestações contra a reforma trabalhista na França e protestos como o “Fight for 15$” nos EUA, reacendem o debate sobre a exploração exercida no trabalhador, que historicamente vive a sensação de inferioridade frente ao sistema capitalista. Esses abusos cotidianos vem trazendo à tona a necessidade de se por em prática relações mais humanizadas no trabalho.

Em primeiro lugar, emerge como principal causa da exploração trabalhista o ambiente organizacional desgastante e insatisfatório. Isso ocorre em virtude da sociedade capitalista que, movida por recursos monetários, objetiva um maior lucro empresarial. Em decorrência disso, torna-se difícil a visibilidade e a exposição de casos de exploração no ambiente de trabalho. Logo, tais fatores atuam em um fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Em segundo lugar, os problemas de saúdes física e mental ainda são efeitos negativos da problemática em questão. Isso ocorre devido ao descaso diante da vida pessoal do empregado que, muitas vezes, deve ser esquecida dentro do ambiente de trabalho. Por exemplo, o teste feito na Suécia com o intuito de avaliar se uma jornada de trabalho menor poderia diminuir o número de faltas por problemas de saúde. O teste obteve como resultado que mesmo diante da carga horária reduzida os trabalhadores acabavam cansados.

Portanto, fica claro, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.