A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/06/2020
Na sociedade atual a exploração do trabalhador ainda existe. Em uma economia que se configura como neoliberal, o conceito de mais valia, definido por Karl Marx como a exploração do sistema capitalista sobre o empregado, se faz real. Assim, a busca por lucro, investimento e a ideia de uma meritocracia baseado no esforço exaustivo para alcançar metas individuais acaba por manter esse proveito sobre a classe operária aumentando assim as diferenças sociais tornando difícil reverter essa realidade.
Por certo, mudar a situação trabalhista atual é complicado. Afinal, o modelo econômico que prevalece, desde a queda da URSS, é o capitalismo. Mas antes disso, na primeira Revolução Industrial, montada por ideais liberais, já deixava marcado o aproveitamento do servidor. Muitas horas de trabalho, falta de segurança, trabalho infantil e baixos salários são alguns dos problemas enfrentados por a população inglesa do século XVIII. É impossível negar o abuso de uma economia que as empresas “jogam” e não há um “juiz”.
Eventualmente, a situação mudou, muitas leis trabalhistas foram implantadas e o trabalhador passa a ter direitos como, salário mínimo, horas definidas de serviço e carteira assinada, por exemplo. Porém, muitas dessas leis são flexibilizadas. Com o desejo de ter a mão de obra mais barata, e assim conseguir investimento de outros países, Bangladesh, por exemplo, abusa da classe trabalhadora. Em outros países, sendo o Brasil um deles, há também essa tolerância, diante de medidas neoliberais, fazendo o Estado atuar o mínimo possível e não haver a fiscalização devida. Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador desde sempre é problemático.
Sendo assim, é necessário que o Ministério do Trabalho amplie os direitos dos empregados e fiscalize o seu cumprimento por empresas públicas e privadas. Essas empresas precisam oferecer o melhor ambiente de trabalho criando medidas de melhoramento coletivo sem ideais abusivos mascarados por meritocracia. Bem como, é preciso que sindicados ou veículos midiáticos conscientize a classe trabalhadora sobre seus direitos e deveres por meio de reuniões ou propagandas mostrando assim, como é importante e democrático reivindica-los.