A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/06/2020
O sistema capitalista é selvagem, principalmente no que se diz respeito à exploração trabalhista. No entanto, essa exploração não é percebida como tal. Além disso, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas como o suicídio.
O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata a situação dos operários perante à Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha como único objetivo o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. É inegável que essa obra seja considerada atemporal, pois, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse aparece disfarçado em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão, na conexão incessante com o trabalho, no “quebra-galho” para o chefe, etc. Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o maior prejudicado é o elo mais fraco da relação – o trabalhador.
Outro ponto relevante que deve ser destacado é o descaso com a saúde psicológica do empregado. Não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro; o importante é que ele produza. Nesse sentido, cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que, quando não tratados, levam o indivíduo a desistir da própria vida.
Portanto, para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitose benefícios dos trabalhadores.