A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 05/06/2020

“A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”, essa frase do filósofo Jean Jacques Rousseau pode se relacionar com a sociedade hodierna no âmbito trabalhista, visto que muitos indivíduos são submetidos a condições precárias de trabalho, bem como jornadas excessivas, desvalorizando a mão de obra do indivíduo. Portanto, cabe aos órgãos competentes a adoção de medidas para a solução desse impasse.

Em primeira análise, pode-se apontar a cultura do consumo como alicerce para tal problemática. Isso se justifica no filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, realizado em 1936. Essa produção mostra a realidade do operário no ápice capitalista na sociedade, durante a Revolução Industrial. Dessa forma, o consumismo social faz com que a produção industrial objetive somente o lucro, menosprezando a saúde e bem-estar dos empregados.

Ademais, mesmo com diversas mudanças positivas recorrentes no cenário trabalhista, como a instituição de um salário mínimo e a definição do horário  de serviço, o conceito de mais valia formulado por Karl Marx ainda vigora-se. Segundo ele a busca incansável pelo dinheiro caracteriza a exploração do sistema capitalista sobre o subordinado. Logo, pode-se afirmar que as transformações não foram suficientes para diminuir a exploração do trabalhador moderno diante a classe dominante.

Destarte, é imprescindível a ação do Ministério do Trabalho na garantia e ampliação dos direitos e benefícios dos trabalhadores. Além disso, é mister que o Estado ofereça serviços sociais, como acompanhamento psicológico que tenham por finalidade o cuidado com a saúde psicoemocional dos empregados. Diante do que foi analisado, torna-se importante pensar em possíveis intervenções para que essa realidade se converta.