A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 06/06/2020

Trabalhar ou viver?

No episódio “Quinze milhões de méritos”, da série americana “Black mirror”, as pessoas trabalham oferecendo seu suor e o máximo de tempo possível a fim de ganhar créditos para atingir suas metas pessoais. De forma similar, o atual cenário brasileiro conta com pessoas que passam horas em suas tarefas, que, lamentavelmente, demandam cada vez mais tempo para adquirir o básico. Nesse sentido, cade reavaliar os fatores que favorecem o quadro da exploração trabalhista na sociedade moderna.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o sistema é precário de fiscalização e justiça. Segundo Marx, o capital não tem a menor consideração pela saúde ou pela vida do trabalhador. Tal afirmação não é distante da realidade brasileira, visto que, de acordo com o jornal o globo, um dos primeiros casos de morte por corona vírus foi de uma doméstica cuja patroa testou positivo para a doença e ignorou as recomendações dos órgãos da saúde.

Ademais, outro ponto relevante é a objetificação do indivíduo. Assim, as minorias exercem suas funções por longos períodos, sem a remuneração adequada e com receio do desemprego, que afeta 12 milhões de pessoas no Brasil, segundo nexo jornal. Bauman defende que, a contemporaneidade valoriza o superficial e descartável, o que reforça tanto a preocupação da demissão quanto o descaso para com a saúde do trabalhador.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas a fim de resolver a inercial problemática. Faz-se necessário que o Ministério do Trabalho torne possível a regularização e fiscalização de atividades informais. Há de se considerar a criação de um setor para atuar como departamento pessoal, a fim de atender as necessidades específicas de cada cargo, oferecendo benefícios, segurança e estabilidade para o trabalhador e o empregador. Desse modo, todos terão condições de trabalho humanizadas e reconhecimento por sua ocupação.