A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/06/2020
Na tirinha “Confinada” de Triscila Oliveira e Leandro Assis, evidencia-se as insalubres condições da qual um personagem é exposto trabalhando em um aplicativo de entregas, em decorrência do desemprego. De forma similar, essa se mostra a realidade de milhares de brasileiros cujo, segundo uma pesquisa da Associação Aliança Bike, apresentam o perfil de maioria jovem, negra e periférica, exprimindo a desigualdade social. Dessarte, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro problemático.
Inicialmente, vale ressaltar que, apesar da exploração do trabalho afetar à todos, a classe dos trabalhadores informais é a mais afetada, sendo esses prestadores de serviços em geral, como motoristas de entregadores e principalmente as empregadas domésticas, remanescentes da desigualdade social. De forma similar, no filme “Que horas ela volta?” a personagem principal é empregada doméstica em uma casa de classe média-alta, onde é constantemente desumanizada, tanto quando ela não pode se sentar à mesa dos patrões, quanto quando ela e sua filha não podem mergulhar na piscina.
Todavia, convém salientar que, ainda assim o trabalho é essencial para a sociedade e o indivíduo, quando executado da forma correta respeitando o trabalhador. Segundo Émile-Auguste Chartier “O trabalho é a melhor e a pior das coisas: a melhor, quando é livre; e a pior, se for escravo. " É evidente que para o Ofício ser bom, o trabalhador deve ser livre. Logo, entende-se a necessidade de valorizar o serviço e principalmente, o prestador do serviço. Portanto é preciso obter subterfúgios assim de amenizar o problema da exploração do trabalho.
Diante dos fatos, torna-se axiomático que o Governo Federal trabalhe com o Ministério do Trabalho para conceber um rigoroso sistema de leis trabalhistas, elaborado por antropólogos especialistas, da qual serão severamente fiscalizadas as típicas infrações, como é o caso dos remanescentes de tempo de expediente e trabalhos informais. Assim, será possível estabelecer o respeito mútuo ao trabalhador, no país.