A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/06/2020

O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, descreve a vida urbana nos Estados Unidos em meio a revolução industrial, no contexto apresentado, os trabalhadores eram sujeitos ao modelo de produção manufatureiro, este, visava o lucro acima de qualquer circunstância, incluindo a saúde física e mental dos empregados. Na sociedade atual, esse cenário não é incomum, mesmo com novos direitos trabalhistas, os Estados ainda não tomam atitudes eficientes contra esses problemas.

Encontrar notícias sobre a exploração trabalhista nos meios de comunicação não é grande dificuldade, semanalmente, novos casos de funcionários com carga horária excessiva e salários extremamente baixos são relatados e compartilhados nas mídias sociais. Um estudo publicado no British Journal of Psychiatry concluiu que 10.000 pessoas se mataram entre 2008 e 2010 nos Estados Unidos e na Europa por conta da crise econômica. No mercado norte-americano, 270 pessoas cometeram suicídio no trabalho em 2013, um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

A exploração nas relações empregatícias é evidente na sociedade, não é de interesse do empregador os problemas sociais, físicos e psicológicos do indivíduo, desde que, esse, continue a produzir. Nesse cenário, ocorre um acréscimo evidente na depressão, esta, quando não tratada, leva aos suicídios relatados no estudo acima. Além disso, os empregadores possuem uma proteção, o discurso meritocrático. “Trabalhe enquanto eles dormem, estude enquanto eles se divertem, persista enquanto eles descansam, e então, viva o que eles sonham.” Esse tipo de discurso não se importa com os operários, seus horários de alimentação, sono, relações pessoais e lazer.

Diante dos fatos analisados, é indubitável que a situação dos assalariados é controversa. Para que as relações empregatícias funcionem melhor, o Estado e os órgãos responsáveis devem interferir, expandir e assegurar os benefícios e direitos de cada trabalhador, deve-se ocorrer uma fiscalização mais rígida para que os horários sejam cumpridos e as horas extras pagas. Por fim, as empresas também tem a obrigação de acompanhar a saúde física e mental do individuo, flexibilizar campanhas sobre seus direitos e movimentar essa reflexão.