A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 08/06/2020
Ao longo do tempo, muitas conquistas foram obtidas em benefício dos trabalhadores. No Brasil, durante a era Vargas, por exemplo, a mudança pela qual passou a legislação trabalhista a fim de ampliar os direitos da classe trabalhadora, bem como proporcionar melhores condições de trabalho, é um marco que representa algumas das conquistas mencionadas. Entretanto, a despeito de todo o desenvolvimento, há empregadores que ignoram ou desconhecem suas obrigações legais e que ainda tratam a mão de obra humana como “máquina”, acarretando transtornos como a exploração trabalhista.
Essa exploração manifesta-se de muitas formas, seja por uma jornada de trabalho superior à estipulada em lei, seja por uma remuneração injusta ou até mesmo por intermédio de alguma modalidade de assédio, que também caracteriza a exploração. Um fator preocupante é que há muitos jovens inseridos no mercado de trabalho, grande parte sem requisitos para tal, que também são vítimas de abusos trabalhistas, principalmente jovens de baixa renda; outro ponto que merece atenção são as infrações praticadas por empregadores, que ferem os direitos dos trabalhadores e que, inevitavelmente, contribuem para o aumento da exploração, da qual são exemplos o não pagamento de horas extras e a ausência de descanso apropriado.
O enfrentamento à exploração trabalhista é necessário e pode ser efetivado por meio de uma fiscalização maior, a qual poderá ser exercida pelos sindicatos correspondentes, que terão como atribuição desenvolver mecanismos que ajudem no controle e no monitoramento de ações que impliquem em algum regime de exploração por parte de quem emprega; isso ocorrerá quando as entidades representantes dos trabalhadores deixarem de ser omissas e buscarem conhecer de modo mais profundo a realidade desses cidadãos, ouvindo suas reclamações e investigando com maior afinco o que realmente acontece nos diversos locais de trabalho.