A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/06/2020

Cansaço, falta de senso coletivo, ansiedade, depressão. Esse é o perfil emocional de grande parte dos trabalhadores, na sociedade contemporânea. No entanto, os direitos trabalhistas, mais do que conquistas do proletariado, são a garantia de dignidade e bem estar da mão de obra. Portanto, não é razoável que a questão da exploração e do abuso sofrido por operários seja tratada com descaso. Com efeito, os Estados devem tomar atitudes para solucionar esse problema.

O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata a situação dos operários durante a Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que objetivava o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos servidores. Essa obra é considerada atemporal, pois, apesar de direitos trabalhistas existirem, como jornada de trabalho definida e férias remuneradas, o fantasma da exploração persiste nas relações empregatícias - disfarçado em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão.

Não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro: o importante é que ele produza. Nesse sentido, cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que, quando não tratados, podem até levar o indivíduo ao suicídio. Além disso, deve-se salientar o discurso empreendedor que aconselha o assalariado a utilizar o máximo do seu tempo para produzir, alicerçado na ideia meritocrática  “quem quer consegue”. Sendo assim, as relações familiares são abaladas, surgem os problemas de saúde, pois, muitas vezes, não há tempo para comer e dormir,

Para que haja melhora nas relações trabalhistas, o Ministério do Trabalho deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, bem como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, a preocupação com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.