A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 08/06/2020
Observando o cenário, não é razoável que a exploração dos trabalhistas seja tratada com descaso. Com êxito, os Estados devem tomar atitudes para solucionar esse problema. Em 2018, fiscais da Inspeção do Trabalho, do governo federal, identificaram 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. A maior parte desses trabalhadores (1,2 mil) estava em áreas rurais, onde a prática historicamente é mais comum. Foram resgatadas 1.133 pessoas. Em todo o ano passado foram realizadas 231 inspeções. Em um quarto delas houve registro de trabalho análogo ao de escravo.
Desde que o governo brasileiro reconheceu a existência dessa prática ilegal e passou a combatê-la, em 1995, os grupos de fiscalização da Inspeção do Trabalho resgataram 53.607 trabalhadores nessa condição em todo o país. Nesse período, foram pagos mais de R$ 100 milhões em verbas salariais e rescisórias durante as operações. As principais ocorrências foram registradas no Ceará, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério do Trabalho, deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, bem como fiscalizar o cumprimento desse direitos. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelo seus direitos.