A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 09/06/2020
As duas décadas iniciais do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcadas pelo crescimento do capitalismo, o que proporcionou o desenvolvimento e aparecimento de diversas empresas. Nesse contexto, profissionais graduados em cursos superiores passaram a receber melhores salários e condições de trabalho, uma vez que a mão de obra qualificada começou a ser mais valorizada. Porém, a exploração trabalhista ainda persiste na sociedade moderna, principalmente entre os trabalhadores manuais, algo que pode ser explicado pela marcante desigualdade social presente no mundo e e a ineficácia da aplicação das leis.
Em primeiro plano, é lícito postular que a desigualdade social é uma característica marcante de diversos países, o que faz com que nem todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades de emprego. Dito isso, é valido salientar que, de acordo com o instituto lobo, países em desenvolvimento, como o Brasil, apresentam mais de um quarto da população com renda insuficiente até para ter saneamento básico. Dessa forma, não é de se espantar que as pessoas façam o que for necessário para conseguir o mínimo para sobreviver e se submetam à qualquer tipo de emprego, muitos os quais apresentam jornadas e condições de trabalho que sobrecarregariam qualquer ser humano.
Ademais, de acordo com a proclamação dos direitos humanos de 1948, é dever do governo, de mais de 190 países, condenar quaisquer condições que sejam degradantes para com o ser humano. Contudo, a exploração do trabalho ainda é uma realidade presente em muitas nações, a exemplo da China, que, de acordo com o site da Uol, obriga muçulmanos a trabalharem de forma escrava para grandes empresas americanas. Assim sendo, fica evidente que o sistema de cumprimento das leis, ainda que na sociedade moderna, ainda é precário.
Logo, é indubitável a necessidade de medidas para reverter essa situação. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal dos países que seguem as diretrizes dos direitos humanos investir em programas sociais e no sistema de aplicação das leis, disponibilizando às famílias carentes quantias que sejam suficientes para que elas não aceitem qualquer emprego e aumentando a fiscalização para com as condições e jornadas de trabalho. Assim, será possível garantir condições dignas de labor para toda a população. Só então seremos uma sociedade que luta contra a exploração trabalhista.