A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/06/2020

A exploração trabalhista é consequência de um sistema capitalista que prioriza os bons resultados e o lucro acima do bem-estar do trabalhador. Irritabilidade, lapsos de memória e pessimismo são sintomas do esgotamento profissional, também conhecido como síndrome de Burnout.       Segundo Joaquim Machado de Assis, “o capital existe, se forma e sobrevive à custa da sociedade que trabalha e nem sempre é recompensada pelos lucros que gera”. Sob essa perspectiva, crê-se que o empregado deve cumprir as metas estabelecidas pelo empregador independente do meio, seja prolongando o expediente ou até mesmo levando as tarefas do serviço para casa, o que atrapalha a sua vida pessoal, sem a garantia de remuneração. Ademais, a possibilidade do servidor ser substituído é o que o leva a submeter-se a exploração, pois é melhor trabalhar em condições precárias tais como, carga horária exaustiva, salário baixo e até mesmo carteira não assinada, do que não ter como garantir o seu sustento do dia a dia.

Acontece que com tanto esforço uma hora o corpo reage. Conforme a pesquisa da Isma (International Stress Management Association) em 2018, cerca de 32% dos colaboradores no país sofrem com a síndrome Burnout. A preocupação das empresas com a saúde mental e física de seus funcionários deixa a desejar, é fato que a importância de um ambiente agradável para produzir é essencial, para que assim o operário desenvolva seu trabalho da melhor forma.

Fica claro, portanto, que o sistema trabalhista passa por dificuldades. Para que haja melhorias nesse meio os órgãos responsáveis devem agir, IOT e MTE, gerando e aumentando os direitos trabalhistas, não somente isso, mas também garantir a execução desses direitos. Cabe às empresas fornecer acompanhamento médico aos seus servidores, com o objeto de preservar sua saúde mental e física.