A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/06/2020

Em pleno século XXI, lamentavelmente, ainda observa-se a exploração exacerbada da capacidade de trabalho. No cenário brasileiro, desde os tempos remotos houve escravidão do povo africano e o uso da mão de obra de estrangeiros europeus, principalmente italianos. Na atualidade, o descaso com a classe operária não é diferente, sendo caracterizado por baixos salários e condições de trabalho insalubres.

Embora o trabalho seja uma forma necessária para o convívio em sociedade, o indivíduo é visto como uma ferramenta para o alcance do enriquecimento pessoal, em detrimento da valorização humana, da ética e da coletividade. Tal posicionamento é evidenciado, por exemplo, no filme “Tempos Modernos” que critica o Fordismo, já que nesse modelo de produção as jornadas de trabalho eram extensas e as tarefas específicas, repetitivas e exaustivas. Ademais, destaca-se que a exploração desenfreada da mão de obra ocasiona, sem dúvida, o aumento da desigualdade social. Isso ocorre, segundo Karl Marx, devido à disparidade entre o salário do trabalhador e o valor do bem produzido, conceito esse denominado de teoria da mais-valia. Portanto, a divisão dos recursos financeiros gerados torna-se injusta favorecendo consideravelmente apenas os proprietários dos meios de produção.

Diante desse contexto, é relevante citar que, muitas vezes, a população encontra-se tão habituada com a presença da desigualdade que não discute medidas para a mudança da respectiva realidade. Uma razão para esse fato pode ser explicado pelo sociólogo Émile Durkheim, pois esse afirma que a sociedade influencia o comportamento social, sendo uma tendência humana a ação em conformidade com a maioria. Nesse sentido, a exploração do proletariado erroneamente adquire características de naturalidade perante o olhar coletivo.

No entanto, é necessário que cada indivíduo desafie sua própria sociedade e assim seja capaz de contribuir para alterar essa relação desproporcional entre trabalhador e burguesia. Um exemplo da importância do equilíbrio social, é defendido por Saint- Simon cuja teoria sugere a manutenção dos privilégios econômicos, porém com critérios e mediante o cumprimento da responsabilidade social por parte dos empreendedores. Desse modo, os trabalhadores precisam ter os seus direitos resguardados pelo Estado. Para isso, os Ministérios da Economia, Cidadania, Justiça e Segurança Pública, vinculados à área da empregabilidade, devem assegurar locais de trabalho adequados por meio de fiscalizações rigorosas e estimular uma melhor distribuição de renda através de políticas públicas sociais para formação de cidadãos com capacidade técnica profissional.