A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/06/2020

A exploração do trabalhador não é um acontecimento recente, durante a revolução industrial os empregados exerciam cargas horárias absurdas e sob condições desumanas, porém esse problema perpetuou até a sociedade moderna. As causas da exploração trabalhista na contemporaneidade estão intimidamente ligadas a fatores sociais e étnicos.

A baixa escolaridade é uma das principais causas que leva as pessoas a se submeterem à condições de trabalho exaustivas e degradantes. Muitas vezes a falta de capacitação profissional diminui consideravelmente as oportunidades de trabalho, durante o Encontro Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo foi apresentado que 31% das pessoas resgatadas de situações de trabalho escravo são analfabetas. A falta de incentivos e a necessidade de colaborar com o sustento da família, faz com que essas pessoas abandonem a escola antes do esperado.

Segundo a ONG Repórter Brasil, em 2013 128 bolivianos foram resgatados de uma situação de exploração em São Paulo, a necessidade de uma migração, muitas vezes clandestina, leva essas pessoas a se submeterem à jornadas de trabalho exaustivas e condições desumanas para garantirem o seu sustento. A falta de fiscalização garante a perpetuação dessa situação degradante, pois de acordo com essa mesma pesquisa estima se que 300 mil bolivianos ainda estão em condições de trabalho análogo.

Visto que grande parte das pessoas que estão em situação de exploração trabalhista não possuem escolaridade, devem-se ser implementados incentivos à permanência dos estudantes em situações econômicas vulneráveis na escola, por meio de bolsas estudantis. A fiscalização sob as condições de trabalho deve ser intensificadas, principalmente em cargos com grandes taxas de trabalho análogo como os de produtores de carvão vegetal e plantações de café.