A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 11/06/2020
No filme “Tempos modernos” o protagonista, Charlie Chaplin, vive a rotina de um trabalhador industrial, em um período marcado pela precarização do trabalho e fracas leis trabalhistas. Ao longo do tempo, os empregados conquistaram direitos e melhorias nas condições dos serviços, no entanto, a obra assemelha-se à exploração trabalhista da sociedade moderna, em virtude da globalização e da crescente crise do desemprego.
Antes de tudo, é importante salientar que o processo de globalização, expandido após a queda do socialismo, contribuiu para a exploração do trabalhador. A transnacionalização das empresas incentivou os países a abdicar de impostos e flexibilizar as leis trabalhistas a fim de reduzir os custos com a mão de obra e se tornarem mais atraentes à investimentos, o que gera longas jornadas, baixa remuneração e atividades em indústrias insalubres. Dessa forma, é percetível a exploração dos trabalhadores em consequência da globalização.
Ademais, é válido destacar que a crescente crise do desemprego impacta diretamente na auto-exploração desses funcionários. No Brasil, a crise econômica de 2014 provocou altos números de demissões da população e favoreceu o problema, uma vez que os indivíduos passaram a realizar mais atividades em menos tempo com o intuito de serem destacados como eficientes e não serem demitidos pela empresa. Assim, é evidente que a quantidade de desempregados reflete na exploração oriunda dos próprios trabalhadores.
Portanto, é indiscutíve quel esses aspectos necessitam de solução. Assim, o Governo Federal precisa intervir no primeiro problema, fortalecendo leis trabalhistas que prezem por uma menor jornada de trabalho nas multinacionais. Outrossim, o Estado deve interceder no segundo aspecto, proporcionando empregos que gerem a segurança da empregabilidade. Dessa maneira, será possível conciliar uma sociedade moderna com avanços econômicos e sem exploração dos trabalhadores.