A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/06/2020

Em 1917, trabalhadores lutavam por uma redução da jornada de trabalho e aumento da remuneração. Hoje, cem anos após a chamada Greve Geral, milhões de pessoas ainda buscam por esses direitos. A priorização de lucros por parte das empresas, faz com que cada vez menos, os direitos trabalhistas sejam respeitados e por conta da necessidade de renda por parte dos trabalhadores isso está longe de mudar. Não é valido culpar apenas ao empregador quando trata-se desse assunto, as atuais leis trabalhistas e o alto valor para registro legal dos mesmos faz com que muitos trabalhem sem carteira assinada e assim, sem direitos, (como apontado na pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, IBGE, onde mais de 25% dos brasileiros não tinham registro formal). Em 2019, a reforma trabalhista barateou os custos ao abolir o sindicato, mas isso ainda não resolve todos os problemas que cercam este tema. Em relação aos valores de salário pagos, é importante levar em conta que uma mão de obra especializada, recebe mais pelos serviços prestados, porém pouco se fala sobre isso. Todavia, tais fatos não insentam o descaso do empregador com a saúde emocional dos funcionários, o importante é que ele produza. Desta forma aumentam os casos de depressão que podem levar ao suicidio, apoiados á ideia capitalista de meritocracia, visto que quanto mais trabalho maior será o seu retorno, se esquecendo da importância de dormir bem, se alimentar e fazer proveito dos frutos de seu trabalho. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho flexibilizar a relação entre o empregador e o funcionário, e buscar formas de viabilizar o registro legal dos mesmos, junto ao Ministério da Educação criando formas de aprimorar-se profissionalmente gratuítamente, para que a longo prazo tais problemas se resolvam integralmente, visto que qualquer intervenção estatal sempre prejudicam a parte mais fraca das operações.