A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/06/2020

O conceito de sociedade criado pelo ser humano quase sempre teve traços de segregação entre classes, um grupo pequeno é determinado superior aos demais, tem privilégios e, em questão monetária, ganham bem mais do que a maioria. Muitas vezes esses indivíduos sortudos não trabalham um terço daqueles menos afortunados, esses que trabalham 12 horas por dia com direitos trabalhistas praticamente ignorados para receber muitas vezes menos de um salário mínimo, algo que deve ser mudado.

Segundo um estudo da City University, de Londres, trabalhadores muito árduos prejudicam não só sua própria saúde mental como também suas chances de alcançar uma melhor posição em sua carreira. A ideia de que qualquer um consegue ir de um estagiário para dono de empresa apenas se esforçando e dedicando o seu melhor no trabalho sempre é espalhada como verdade absoluta, mas numa sociedade na qual um em cada cinco brasileiros recebem menos da metade de um salário mínimo é difícil acreditar numa verdade dessas.

Em virtude desse cenário, pode se interpretar que apenas indivíduos de classe baixa saem prejudicados por essa exploração excessiva, mas a Síndrome de Burnout trata de estresse e esgotamento físico causados exatamente por esse fenômeno, atingindo principalmente trabalhadores de classe média que temem o desemprego mesmo com carteira assinada e garantia de apoio caso aconteça o pior.

Por certo, a situação não está boa para ninguém, mas o Ministério do Trabalho, responsável por determinar os direitos do proletariado brasileiro, em conjunto de empresas privadas, poderia proporcionar soluções para ambos os cenários, melhorar a fiscalização para assegurar o recebimento de um salário mínimo para pessoas que nem isso recebiam e implementar um cargo de psicanalista obrigatório em empresas nas quais há problemas provocados por tensão excessiva seriam ótimas maneiras de tornar mais justo algo que está presente diariamente na vida de todos.