A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 14/06/2020
O encurtamento das distâncias, advindas da globalização, trouxe também uma série de mudanças nas relações de trabalhistas e o alargamento do período de trabalho. A revolução industrial foi o marco inicial para o desenvolvimento das relações entre patrão e empregado, a linha de produção não demandava mais do que a alfabetização de seus funcionários, que realizavam movimentos repetitivos e não sabiam o que existia no final das esteiras, nas gigantes fábricas as condições de trabalho eram péssimas e os salários muitas vezes não supriam as necessidades de seus funcionários.
A grande flexibilidade e a maior exigência por mão de obra qualificada, trazida pela globalização, fez com que os profissionais dedicassem cada vez mais tempo de sua vida para o aperfeiçoamento profissional. Esta busca acaba por aumentar a desigualdade presente no mercado de trabalho, uma vez que aqueles que dispõem de mais tempo e dinheiro, para dedicar-se ao processo de aperfeiçoamento profissional, tem maior chance de acender socialmente e economicamente.
Com o atual cenário advindo da proliferação do vírus da COVID-19 e a implantação da quarentena, os escritórios se estenderam para as casas de seus funcionários. Com o início do home Office os trabalhadores passaram a trabalhar mais horas do que o seu salário paga, tendo muitas vezes que abrir mão de seus horários pessoais para responder clientes ou fazer horas extras não remuneradas. Alguns empregos, como os entregadores de comidas por aplicativo, acabam por trabalhar algumas vezes 24 horas seguidas e ganharem menos de um salário mínimo. Mais de 50% destes trabalhadores são homens negros de classe menos abastada economicamente, o que mostra essa profissão como foco de pessoas com educação mais limitada.
Portanto, com base nos dados apresentados, vê-se que a necessidade de maior qualificação acaba por tornar a desigualdade ainda mais alarmante e as péssimas condições de trabalho de alguns profissionais torna o mercado bem preocupante. Para que se haja uma melhora nos indicies de desigualdade no trabalho é necessária a igualação dos direitos dos trabalhadores de classes sociais diferentes e que sejam oferecidas oportunidades de melhoria de educação para aqueles que são menos abastados economicamente, medidas essas que podem ser tomadas por órgão governamentais como o ministério da educação e do trabalho. É necessário também, o aumento da fiscalização em relação a quantidade de horas trabalhadas, fiscalização essa que empresas poderiam adotar como forma de controlar o horário de saída dos seus funcionários, uma forma de fazer isto seria com o uso de um ponto digital ou com bloqueio do acesso dos clientes aos funcionários aos finais de semana e horas livres.