A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/06/2020
O trabalhador do século XXI possuí um perfil extremamente cansado e desumanizado, além de apresentar problemas psicológicos tais como ansiedade e depressão. O contexto capitalista no qual estamos inseridos é focado em lucro e produção, logo, a exploração trabalhista é muitas vezes normalizada.
Perante a Revolução Industrial, muitos trabalhadores foram submetidos a uma produção incessante que possui o lucro como foco principal, independente de problemas físicos ou psicológicos enfrentados. A situação fica clara ao analisarmos o filme “Tempos Modernos”, nele Charles Chaplin, retrata a situação dos operários dentro da sociedade durante este período. Esta obra deve ser considerada atemporal, pois mesmo que atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, ainda existem traços de exploração nas relações profissionais. Percebidos nas horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregados e patrões, na obsessão com o trabalho, o que evidencia a relação hierárquica, na qual o elo mais fraco é o trabalhador.
O descaso com a saúde psicológica do empregado, também deve ser destacado. A produção do indivíduo é vista como prioridade independentemente da situação em que o mesmo se encontra, baseado em uma ideia meritocrática. Por isso, muitos casos de problemas psicológicos em trabalhadores são registrados. Desse modo, ocorre a desumanização trabalhista, e o indivíduo passa a focar apenas na produção e lucro.
Sendo assim, a atuação do Ministério do Trabalho se faz necessária para que os direitos dos empregados sejam ampliados e devidamente fiscalizados, e garantindo o cumprimento de empresas públicas e privadas. Essas devem oferecer o melhor ambiente de trabalho criando medidas de melhoramento coletivo sem ideais abusivos mascarados por meritocracia. Vale ressaltar que deve ser feita uma reflexão por parte da sociedade, bem como a reivindicação por seus direitos.