A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 14/06/2020
Cansaço, falta de senso coletivo, ansiedade, depressão. Esse é o perfil emocional de grande parte dos trabalhadores, na sociedade contemporânea. O sistema capitalista é selvagem, principalmente, no que diz respeito à exploração trabalhista. No entanto, essa exploração, muitas vezes, não é percebida como tal. Além disso, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas, como o suicídio.
Segundo o filósofo Karl Marx, vende-se a força de trabalho como fonte de sobrevivência a quem detém os meios de produção, desta forma, o trabalho fica de maneira pesada a ele, tendo de cumprir as metas estabelecidas, permanecendo depois do expediente ou então resolvendo assuntos de trabalho em casa, em horários de lazer, atrapalhando a vida pessoal do assalariado. Em que provavelmente não recebe remuneração adicional, sendo visto como “sacrifícios pelo trabalho” para ser um excelente profissional. Somando a isso, os empregos estão instáveis, sem segurança, além disso, no mercado a fora há um “exército de reservas”, para a substituição dos mesmos. Em outras palavras, o trabalhador se submete a exploração pelo fato de precisar, cumprindo as exigências com medo de ser substituído.
O site Uol, o Japão reconhece 2 novos suicídios por excesso de trabalho no país, onde as empresas só se importam com o que o trabalhador produz. Citando a frase “time is money” do modelo fordista, no qual o empregado trabalha o máximo de tempo para arrecadar mais dinheiro para empresa. Estando nesse ritmo, é possível o desenvolvimento de doenças psicológicas. o indivíduo acarreta sérios problemas de saúde, pois não possui tempo para atividades básicas do dia a dia, como comer e dormir, nem para a atenção e lazer familiar. Podendo assim, gerar a depressão, e em casos graves, o suicídio. Diante desse cenário, é notória a necessidade de uma ação mais efetiva do governo.
Sendo assim, fica claro que o cenário do trabalhador é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico.