A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 15/06/2020
Em 1 de maio de 1943, foi sancionada por Getúlio Vargas a Consolidação das Leis do Trabalho e o seu principal objetivo é regulamentar as relações individuais e coletivas do trabalho, além de criar uma legislação trabalhista que atendesse à necessidade de proteção do trabalhador. Porém, a realidade é totalmente diferente. Ao invés de exigir os seus direitos, os empregados continuam aceitando as condições desumanas de trabalho oferecidas pelos patrões, pois não conseguem pensar em outra alternativa.
Um dos maiores motivos para se submeter a condições péssimas de trabalho, é o desespero de suprir necessidades básicas, desemprego e sustentar a família. Esse é o caso de Kleyne Aparecida Batista que trabalhava na extração de látex. Depois do seu resgate em 2008, relatou que vivia sob condições desumanas com seus filhos e seu marido na Fazenda Rancho Alegre, em Barra do Bugres. Ela nunca recebeu materiais de proteção para a extração do material, por isso depois do resgate só lhe restou 60% do pulmão.
Casos como o de Kleyne só mostram que os patrões não se importam com o bem-estar e saúde dos empregados, mas apenas com a produtividade e o retorno financeiro. Devido a má fiscalização, situações como essa ou até piores acontecem diariamente e por ignorância aos seus direitos, o trabalhador só aceita e continua a trabalhar.
Ao analisar os dados apresentados, é possível observar que essa realidade precisa ser alterada com urgência. Portanto, o Governo deve, por meio do Ministério do Trabalho, impor leis mais rígidas e fiscalizações mais severas para que os trabalhadores trabalhem da maneira devida. Além disso, deve exigir dos patrões ambientes adequados e decentes para que os empregados não sejam prejudicados e continuem saudáveis. Apenas dessa forma, se tornará possível extinguir a a exploração trabalhista na sociedade moderna.