A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 15/06/2020
É fato que, com o avanço da globalização, as relações de trabalho mudaram drasticamente. Porém, nem todas estas mudanças surtiram efeitos positivos. A demanda das empresas, nos dias de hoje, é muito maior devido a população, que sempre necessita de recursos. O ritmo de trabalho é extremo, levando a um sobrecarregamento do trabalhador pelo sistema capitalista de produção, também conhecido como exploração trabalhista. Tanta cobrança acaba por afetar o emocional do trabalhador, trazendo inseguranças caso não realize todas as tarefas que lhe são dadas, levando a quadros psicológicos clínicos.
Muitas vezes, tal exploração passa despercebida. Em seu filme “Tempos Modernos”, Charles Chaplin faz críticas ao modelo capitalista de produção, mostrando a realidade dos trabalhadores da época, que apenas eram vistos como fontes de lucro. O filme condiz bastante com a atual realidade, apesar do filme ser antigo e dos direitos trabalhistas serem assegurados por lei nos dias de hoje. A raiz exploratória ainda está presente nas relações entre trabalhador e empresa, na forma de horas extras não pagas, no constante incentivo de sempre ser produtivo, etc.
O excesso de trabalho e o contínuo estímulo da produtividade tem efeitos que vão além do cansaço físico, mas também o mental. O medo de não se atingir metas e da eventual perda do emprego, num mundo em que o dinheiro é mais que essencial, acaba por colocar inseguranças nos trabalhadores que a maioria das empresas não se atentam ou sequer consideram. Essa pressão pode ser tão grande à ponto de comprometer a sanidade do empregado, acarretando ao desenvolvimento de ansiedade clínica e depressão. Se não tratadas, podem levar ao trabalhador a tirar sua própria vida.
A partir do exposto, pode concluir-se que a situação do trabalhador atual é verdadeiramente alarmante. Faz-se necessário a intervenção do governo nas relações patrão-empregado para que assim possa se assegurar com mais firmeza e até ampliar os direitos garantidos aos trabalhadores pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), publicada em 1943 e que rege as leis trabalhistas brasileiras até hoje. É também crucial que tanto empresas públicas como privadas se atentem à saúde mental de seus funcionários, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. Estes, então, são caminhos para que possamos obter relações trabalhistas mais saudáveis e uma sociedade mais humanizada.