A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 24/06/2020

Durante o período da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra do século XVIII, os inovadores avanços tecnológicos trouxeram consigo varias promessas, dentre elas a melhora da qualidade de vida dos proletariados. Porém, na sociedade brasileira, as sofridas explorações causadas pela mostra que essas promessas foram em vão. Ademais, falta de leis regulamentadoras e a escassa força sindical criam uma urgente necessidade de uma solução estatal.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como o rápido crescimento do setor de aplicativos online fez com que a legislação trabalhista ficasse atrasada em relação aos progressos científicos. Por conseguinte, tal atraso abre uma brecha para a exploração dos funcionários que se submetem a prestar serviços a esses aplicativos. É evidente que a liberdade de iniciativa e profissional reconhecida na Constituição não é irrestrita. Contudo, o seu reconhecimento constitucional impõe ao Estado o ônus de comprovar a necessidade de limitá-la, com o proposito de acabar com a escravidão moderna que esses aplicativos impõem.

Em segundo lugar, é de suma notoriedade o reconhecimento da sociedade perante a importância dos sindicatos trabalhistas tangentes aos trabalhadores não-formais, os quais, segundo o IBGE, superam 50% em mais de 11 estados brasileiros. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Karl Marx, no qual ele conceitua que o capital não se importa com a vida do operário, a não ser quando a sociedade o obriga. Desse modo, o fortalecimento dos sindicatos mostra-se eficaz na melhora da condição de vida dos proletariados.

Portanto, considerando a falta de leis e o enfraquecimento dos sindicatos, cabe ao governo, por meio do Ministério do Trabalho, regulamentar as relações ocupacionais informais, a fim de combater a exploração no meio. Assim como, é dever do mesmo, a disponibilização de verbas para os sindicatos, com propósito de fiscalizar e defender o trabalho na sociedade contemporânea. E assim criaremos um ambiente profissional justo.