A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 03/07/2020

A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações, não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da exploração trabalhista. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: a priorização de interesses econômicos e a impunidade.

Em primeiro plano, é necessário atentar para a prioridade dada ao lucro, em detrimento do trabalhador. Sob essa lógica, o filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata a situação dos operários perante à Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha como único objetivo o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. Assim, pode-se afirmar que essa obra é atemporal, pois, ainda que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, ainda há inúmeros casos de exploração do trabalhador. Nesse contexto, a ideia de que a base da sociedade capitalista é o capital se encaixa de maneira precisa, já que a única importância no mercado de trabalho é lucrar.

Em segunda análise, o abuso trabalhista encontra terra fértil na impunidade. Nessa perspectiva, a máxima de Marthin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange à exploração trabalhista. Prova disso é que estudo feito pela El País, mostra que ciclistas de aplicativo em São Paulo têm jornada maior que 24 horas com um salário menor que o mínimo, e isso é comum no estado. Logo, nota-se que mesmo o estado mais populoso do Brasil não tem uma legislação eficiente, que puna os exploradores.

Torna-se evidente, portanto, que para que a exploração trabalhista deixe de fazer parte da sociedade moderna, medidas precisam ser tomadas. Para esse fim, é preciso que ONG’s, em parceria com as mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses na irresolução do abuso trabalhista, para que a população possa decidir criticamente quais são as prioridades que promovem um bem-estar coletivo. Por fim, ressalta-se a relevância de resolver a problemática no momento atual, pois, como defendeu Marthin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o certo”.