A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 02/07/2020

O conceito de corpo biológico, proposto por Émile Durkheim, afirma que para um bom funcionamento da sociedade todos os direitos dos cidadãos devem ser assegurados. Nesse contexto, nota-se que hodiernamente tais direitos não são garantidos a todos, principalmente no meio laboral, no qual diversos brasileiros são explorados diariamente. Dessa forma, são consequências da exploração trabalhista o aumento da desigualdade social e danos na saúde do indivíduo, e medidas que alterem essa realidade são essenciais.

A priori, cabe salientar que o Brasil é um país com extrema desigualdade social, e tais índices aumentam, visto que muitos dos direitos que são garantidos por lei não são efetuados na prática. Nesse ínterim, o filósofo Karl Marx analisou a sociedade capitalista, e constatou que o proletariado é a força motriz da nação, mas no entanto, não recebe o que lhe compete. Fica nítido, portanto, que a sociedade foi construída com base na exploração laboral desde as revoluções industriais, e o cenário hodierno não é diferente. Dessa forma, nota-se que muitos trabalhadores sofrem com essa situação devido as marcas de um passado histórico que não foi muito modificado ao longo dos anos.

A posteriori, a Síndrome de Burnout é acarretada pelo abalo emocional do indivíduo em meio trabalhista, o que pode gerar consequências maiores como ansiedade, depressão ou redução do convívio social, e é muito comum no mercado brasileiro, pois o mesmo é marcado pela exploração trabalhista a níveis físicos e psicológicos. Nesse prisma, a terceira lei de Newton afirma que toda ação tem uma reação, o que se encaixa no atual contexto, visto que a maior exploração do proletário (ação) gera danos a saúde dos mesmos e incapacitação de prestar serviços e viver bem na sociedade (reação). Ademais, a exploração trabalhista acaba com consequências limitadas não somente ao ambiente onde ocorre, e sim em todas as esferas da vida pessoal dos indivíduos.

Destarte, infere-se que a exploração do proletário é um problema crítico. É necessário, portanto,  que Sindicatos e Mídia juntos promovam um aplicativo de denúncias de empresas que ofertam salários irregulares, encaminhando os dados para delegacias, e reduzindo assim a desigualdade vigente na sociedade. Outrossim, cabe ao Ministério do Trabalho e prefeituras instituir oficinas mensais em praças, com palestras e psicólogos, voltadas para saúde mental do trabalhador, identificando e reduzindo casos de Síndrome de Burnout e melhorando a saúde mental dos trabalhadores. Nessa lógica, a exploração trabalhista será controlada.