A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/07/2020
O filme “Tempos Modernos” interpretado por Charles Chaplin, retrata aos telespectadores as consequências das condições de trabalho praticamente desumanas. Não obstante da ficção, o que foi descrito na obra se relaciona com um problema da conjuntura brasileira do século XXI em que a sociedade, de modo geral, tende a ignorá-lo: a exploração trabalhista demasiada na sociedade moderna. Desse modo, urge a necessidade de analisar a negligência estatal e a busca desenfreada por lucros.
Primeiramente, há de constatar o descumprimento de algumas leis. Dentre tais aspectos, a Constituição Federal de 1988 garante o acesso a um local equilibrado que visa o bem-estar de todos. Porém, constata-se que, no Brasil, há uma falta de políticas públicas que objetivam manter ou fiscalizar a carga horaria de trabalho que tente evitar prejuízos à saúde dos empregados na modernidade. Nesse sentido, percebe-se que tal artigo não está devidamente em vigor. Semelhantemente, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo OIT (Organização Internacional do Trabalho), a maioria dos trabalhadores informais possuem uma carga horaria que ultrapassa das 14 horas por dia, o que acaba prejudicando a pessoa por ter que trabalhar longos períodos e não poder realizar outras tarefas pessoais.
Em segunda análise, a questão da busca de lucros a qualquer custo ainda é um empecilho. Partindo do exposto, de acordo com o filósofo Heidegger, o homem se constrói com suas interações. Analogamente, alguns donos de comércio ao quererem superar a concorrência do meio social, podem acabar por explorar outras pessoas com condições financeiras precárias em forma de trabalhos informais e/ou pouco remunerados. Sob esse viés, uma pesquisa divulgada pela Associação Aliança Bike evidencia que a maior motivação para as pessoas começarem a trabalhar de entregadores (forma de trabalho geralmente informal), é a falta de renda, o que pode levar o empregado a aceitar formas de empregos com péssimas condições para o indivíduo.
Diante do que foi exposto sobre a problemática, medidas fazem-se relevantes para mitigá-la. Para tanto, o Ministério do Trabalho, juntamente com as mídias e dentro das escolas, deve instituir projetos como o “Evitando e fiscalizando formas de trabalhos desumanas”, responsável por educar os estudantes e suas respectivas famílias. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e fiscais trabalhistas, visando expor, debater e combater as consequências sofridas pelos empregados explorados. Assim, será distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado no filme de Chaplin.